Muita gente, quando vê um cão de óculos escuro, logo pensa: “esse é cachorrinho de madame!”. O acessório é encarado por algumas pessoas como futilidade, mas é importante esclarecer que, em algumas situações, é bastante útil: ajuda a proteger os olhos do animal do sol e da luz, principalmente dos cães de pêlo curto. Cachorros que andam de moto, ou costumam passear em dunas de areia com seus donos, devem usar o adereço para evitar que pequenas partículas afetem os olhos do bicho. E o que os olhos não vêem, a pele sente. Sempre que sair para passear com seu cão em dias de muito sol, passe protetor solar no focinho e nas partes mais claras do corpo, como a barriga.
Esse é um fato que deixa muito dos motoristas doidos da vida. Mas você sabe por que os cachorros fazem isso? A verdade é que existem alguns materiais que os cães gostam mais de usar como banheiro. É o caso, por exemplo, da madeira e da borracha. Mas o motivo que leva o cachorro a fazer xixi nos pneus dos carros, não é o material em si, e sim o fato de a roda conter uma série de cheiros adquiridos durante os trajetos diários, passando por cima de quase tudo, inclusive da urina de outros cães. Como alguns cachorros já “visitaram” aquele lugar e deixaram seu registro ali, o cão então sente a necessidade de também deixar o sua marca.
Cientistas do Instituto Babraham em Londres (Inglaterra) descobriram que ovelhas, assim como humanos, precisam ver "rostos" conhecidas depois de algum tempo sozinhas. Na pesquisa, levaram-se os animais para celeiros escuros. As ovelhas ficaram sozinhas e, depois de algum tempo, projetaram-se numa tela imagens de cabras, ovelhas, cordeiros e outros animais, além de formas geométricas e outras figuras.
Ao longo da projeção, mediu-se o nível de estresse dos bichos, monitorando suas batidas cardíacas, inquietação e o número de vezes que baliram. Também foram feitos outros testes como o de cortisol e de adrenalina - indicadores químicos de estrese - no sangue. As imagens de cabras e de triângulos foram as que menos inquietaram as ovelhas. E quando eram mostradas imagens de outras ovelhas, os animais acalmavam-se. "Isso mostra que não apenas elas podem reconhecer umas às outras, o que é suficientemente interessante, mas também que têm as mesmas emoções que nós, em relação aos rostos", defendeu Keith Kendrick, coordenador da equipe de pesquisa.
Há três anos, Kendrick provou que as ovelhas podiam reconhecer até 50 caras de ovelhas e 10 rostos humanos até dois anos depois da convivência com as pessoas e os animais das fotografias. Além de sugerir formas de acalmar as ovelhas em caso de uma viagem, por exemplo, o estudo ainda tem uma extensão humana. Pela já comprovada similaridade entre os mamíferos, mostrar fotos de pais pode ajudar, caso tenham de ficar longe de casa.
Pesquisadoras do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazr, em Portugal, constaram que os cachorros parecem sentir empatia pelas emoções humanas, tanto que os animais usados em terapias podem até adquirir as emoções de seus donos.
De acordo com o estudo, os animais não copiam simplesmente as emoções que estão ao seu redor. Cães podem ficar chateados como uma criança quando criados em um ambiente familiar com brigas. E podem pedir por ajuda no caso de emergências, o que sugere certo grau de percepção e empatia.
Mas não é fácil enganar um cachorro. Em um experimento em que os donos dos animais fingiram um acidente ou um ataque cardíaco, os cães ficaram confusos e não prestaram socorro. Para as pesquisadoras, isso acontece porque o cão tem que sentir outros sinais, como cheiro e sons. Outro estudo mostrou que cachorros usados em terapias são afetados emocional e fisicamente por seu "trabalho", se beneficiando de massagens e outras práticas calmantes.
De acordo com as cientistas, os cães são afetados pelas emoções humanas por que são descendentes dos lobo, caninos sociais, cooperativos e que sentem empatia por outros lobos. A evolução e a domesticação teriam feito com que os cachorros conseguissem sincronizar suas emoções às humanas. Outro motivo seria a seleção artificial, que buscou animais cada vez mais inteligentes – e provavelmente capazes de “entender” melhor as pessoas.
Segundo o Discovery News, mais pesquisas devem ser realizadas para entender a origem do comportamento canino, as diferenças entre raças e a possibilidade de treinamento para essas habilidades emocionais.